Observando a vida aquática

 

Nos rios e lagos de água doce habitam vários seres vivos dos quais muitas vezes não temos conhecimento.
São invertebrados pequenos que formam uma fauna característica e rica. Neste experimento vamos coletar e observar alguns organismos aquáticos.

 

Palavras-chaves

Pontociência; biologia; zoologia; ecologia; predação; cadeia alimentar.

 

Você vai precisar de:

Garrafas de PET;
Placa de Petri ou recipiente transparente para projeção;
Pipeta ou conta-gotas;
Bandeja;
Tesoura;
Coletor;
Retroprojetor;

 

Passo1
Como montar o coletor

Para a coleta de água do córrego, você poderá utilizar uma garrafa de PET de 2 litros, cortada próxima ao bico. Caso não queira se molhar durante a coleta, sugerimos utilizar um coletor de água, como descrito a seguir:

a) Corte uma garrafa de PET próximo ao bico e no seu diâmetro maior. Esquente a borda cortada com um ferro elétrico quente para ficar mais firme e evitar acidentes na hora da coleta. A 3 cm dessa borda e utilizando um cortador circular ou uma tesoura, perfure a garrafa, fazendo um círculo de 2,5 cm de diâmetro.

b) Corte o fundo de uma garrafa de PET menor e enrrosque seu bico no furo da garrafa maior. Prenda a garrafa menor utilizando a tampa.

c) Para montar o cabo do coletor, coloque um pedaço de madeira resistente, com cerca de 1,5 m de comprimento, no interior da garrafa pequena acoplada e fixe-o com pregos.

d) Prenda a garrafa com arame. Para isso, enrole as extremidades na boca da garrafa pequena e passe o arame contornando a garrafa maior na altura da perfuração.

 

Passo 2
Coleta de invertebrados em água doce

Com o coletor pronto, escolha o local para a coleta e convide seus alunos para o trabalho de campo. Colete amostras de água de três níveis diferentes de profundidade (da superfície, do meio da coluna e do fundo) e armazene-as em recipientes previamente etiquetados. Dê preferência para coleta em locais próximos a plantas aquáticas e algas. Colete algumas plantas também, pois muitos animais vêm juntamente com elas. Se for necessário, utilize uma tesoura para isso. Caso não tenha obtido sucesso na primeira coleta, repita o procedimento em diferentes pontos da margem.

 

Passo 3
Seleção e separação dos invertebrados

Com uma colher ou uma pipeta, transfira os animais coletados para três placas de Petri distintas, para que a fauna característica de cada nível da coluna de água possa ser analisada separadamente.

 
 
Passo 4
Projeção e análise dos invertebrados

Disponha as placas na superfície de um retroprojetor e convide seus alunos a observar os animais coletados. Peça a eles que anotem em uma folha de papel as suas observações quanto à riqueza e à variabilidade da fauna de cada amostra.

 

Passo 5
Observando a predação

Identifique os invertebrados que se alimentam de outros, ou seja, os animais predadores e suas respectivas presas. Coloque aproximadamente 10 presas em outra placa de Petri e projete sua movimentação. Acrescente cerca de três predadores à placa e observe, através da projeção, o que acontece. Como as presas não têm como se esconder ou para onde fugir, você terá oportunidade de demonstrar parte de uma cadeia alimentar a seus alunos. Aproveite para discutir a importância das teias alimentares no equilíbrio ecológico.

 

O que acontece

Você poderá observar que amostras coletadas de diferentes extratos de água apresentam faunas distintas e isso se explica pela existência de condições ambientais diferentes nos três níveis da coluna de água. Por exemplo, os seres vivos presentes na superfície do córrego são expostos a correnteza mais forte, maior variação de temperatura e exposição ao sol; por isso essa região tende a apresentar menos invertebrados. Além disso, os animais que ali vivem são diferentes daqueles encontrados no fundo do córrego os quais, por sua vez, são adaptados a sobreviver a outros tipos de pressão ambiental.

A superfície da água é também mais exposta aos predadores presentes na água ou no ar. E para se esconder dos predadores, as presas podem se camuflar entre a vegetação, se enterrar, fazer tocas etc. Alguns invertebrados, como os anelídeos, fazem túneis e se enterram no substrato do fundo do córrego.

 

Na coleta próxima às plantas aquáticas, você provavelmente encontrará uma quantidade e uma diversidade maior de invertebrados, pois é um local sombreado, com menor correnteza; um abrigo ótimo para se esconder de predadores.

 

Para saber mais

A diversidade da fauna aquática depende, dentre outras coisas, da intensidade de penetração de luz naquele local. Em locais com pouca luz solar, a fotossíntese realizada pelas plantas aquáticas fica comprometida e em consequência toda a vida sustentada por elas se torna reduzida. Sabe-se que rios ou lagos transparentes e com profundidade de até 15 metros possuem uma boa penetração de luz, inclusive nas regiões mais profundas. Mas se a água do rio ou lago for turva, a penetração da luz solar pode se reduzir a uma profundidade de no máximo 10 centímetros!

Em locais onde há despejo de dejetos humanos na água, pode acontecer um fenômeno denominado eutrofização. Nele, a proliferação de bactérias aeróbias aumenta, causando a escassez do oxigênio dissolvido na água e causando a morte de grande parte dos seres vivos naquele local.

 

Veja também

Para saber mais sobre eutrofização:

<http://eco.ib.usp.br/Iepac/conservacao/ensino/des_eutro.htm>.

 

 

Referência: Matheus, A.L.; Reis, D.D; Paula, H.F. e- "Ciência na tela experimentos no retroprojetor".

 

 

Enquete

Qual recurso você mais utiliza para estudar?
 

Veja Também...

Banner