DIGESTÃO

Introdução:

 

O ser vivo necessita de matéria e energia para o seu desenvolvimento e manutenção. A comunidade de um ecossistema organiza-se segundo a ordem: produtores - consumidores - decompositores, formando um sistema de relações alimentares que recebe o nome de cadeia alimentar. As cadeias alimentares se organizam de modo a permitir que através delas se estabeleça uma contínua passagem de matéria e energia. Isso significa que o ser vivo obtém matéria e energia através da alimentação. Assim, é importante o respeito ao ecossistema, pois a sobrevivência dos seres vivos depende dele.

Quando nos alimentamos estamos abastecendo o nosso organismo da matéria (biomoléculas) e de energia, necessários para a manutenção de nossa vida. Isso é possível porque a partir do momento que colocamos o alimento em nossa boca começa o processo da digestão, ou seja, reações que quebram o alimento para obtenção das biomoléculas pequenas, necessárias para as nossas células. Através da digestão alimentar obtemos biomoléculas que nosso corpo não sintetiza e que são essenciais para a biossíntese de biomoléculas para o nosso sistema biológico. Outro produto dessa quebra dos alimentos, digestão, é a energia liberada que será utilizada para propiciar as reações que ocorrem no nosso organismo, necessárias para o nosso desenvolvimento, por exemplo: crescer, andar, falar, respirar, escrever, ler, ouvir, dormir, sorrir, enfim VIVER.

 

Objetivos:

 

Através de experimentos simples, mostrar a ocorrência da digestão, as reações envolvidas e a sua importância para o homem.

 

Experimento 1

 

Material:

 

( Para 10 Grupos)

  • 50 placas de Petri de vidro ou pratinhos brancos, pequenos e de plástico

  • 10 garfos

  • 10 frascos conta-gotas com solução de iodo (lugol)

  • 01 leiteira de alumínio pequena, com tampa

  • 01 espiriteira

  • 01 faca

  • 14 batatas, com casca, lavadas e secas

  • 10 canetas de retroprojeção (cor amarela ou verde)

  • 50 palitos de dentes (cada grupo 5 palitos)

  • Álcool
  • Fósforo
  • Pano flanelado seco

  • 01 rolo de papel toalha01 relógio

 

Procedimento:

 

-Etapa a ser realizada pelo professor:


  1. Coloque álcool na espiriteira e acenda o fogo

  2. Coloque a leiteira com água em cima da espiriteira acesa.

  3. Coloque as batatas na água, verifique se a quantidade de água é suficiente para cobrir as batatas, tampe e deixe ferver por 15 minutos ou até as batatas cozinharem. Para cozinhar mais rápido corte-as em 4 pedaços.

 

-Enquanto as batatas estão cozinhando:


  1. Cada grupo deve pegar 6 pratinhos brancos (ou placas de Petri de vidro) e marcar com a caneta, os números: 0, 5, 10, 20, 40 e 60, um em cada pratinho. Procure marcar na parte inferior do prato.

 

-Com as batatas cozidas:


  1. Retire com cuidado as batatas cozidas e coloque-as encima da toalha de papel para esfriar.

  2. Coloque um pedaço da batata (1/4) em cada prato, rotulados 0, 5, 10, 20, 40 e 60. Com o auxílio do garfo amasse as batatas para ficarem na forma de um purê. Coloque um palito de dente em cada prato (ao lado do purê).

  3. Coloque 5 gotas de saliva na batata do prato 5, misture bem com o palito. Marque o tempo no relógio 5 minutos. Após transcorrer os 5 minutos, adicione 3 gotas de lugol. Observe a coloração.

  4. Repita o item 7 com as batatas nos demais pratos, isto é, pratos 10 (10 minutos de reação com saliva), 20 (20 minutos), 40 (40 minutos) e 60 (60 minutos).

  5. Coloque 3 gotas de lugol na batata do prato 0 (sem saliva). Observe a coloração

  6. Explique o que aconteceu.

 

Obs.: a batata tem amido. As moléculas constituintes do amido reagem com o lugol (cor de iodo), formando um complexo com coloração característica (azul-violáceo intenso). Com a digestão do amido, ou seja, a quebra das moléculas resulta em moléculas menores que não forma complexo com o iodo (constituinte do lugol).

 

Contextualização:

 

O experimento pode ser feito com outras fontes de amido como: feijão, arroz, mandioca, etc.. Todos devem passar pelo processo de cozimento. No caso de pão, massas em geral o amido constituinte já passou por um processo de cozimento durante a sua produção.

Procure relacionar o alimento, o Homem e a digestão: produção do alimento (matéria prima, plantio, rendimento de produção, condições atmosféricas, terra, trabalhador rural, culturas de regiões, economia do país...); o crescimento da criança, aspectos nutricionais (necessidades, carências e patologias) e os caminhos do alimento ingerido (digestão, absorção, excreção) no corpo humano. Assim obtém-se, ou procura-se mostrar, a inter-relação dos tópicos aprendidos com a geografia, matemática, história, ciências sociais e ciências (biologia, química e física)

 

Experimento 2 (opcional)

 

Material:

 

  • 01 litro de álcool

  • 01 bastão de vidro

  • 01 béquer de 250 ml

  • 01 clipe de prender papel

  • 01 lamparina a álcool

  • 01 pedaço de papel alumínio (10 cm x 10 cm)

  • 01 pinça anatômica

  • 01 placa de Petri (9 a 10 cm de diâmetro)

  • 01 tripé (13 cm de altura x 11 cm de lado)

  • 01 tela de amianto

  • 01 tubo de ensaio (15 mm x 150 mm)

  • 01 colher de chá

  • Amido de milho ou farinha trigo

  • Solução de lugol

  • Água

 

Procedimento:

 

-Teste do Amido:

 

  1. Coloque um pouco de água no tubo de ensaio. Misture um pouco de amido de milho (1 colher chá rasa) na água que está no tubo. Para isso utilize o bastão de vidro.

  2. Acrescente a essa mistura uma gota de lugol. Observe a coloração.

 

-Digestão do amido na folha:

 

  1. Utilize um vaso contendo uma planta de feijão (que já tenha perdido os cotilédones) ou um vaso de outra planta, e deixe-o no escuro durante três dias

  1. Após os 3 dias, cubra uma das folhas com o papel de alumínio de tal modo que a luz não consiga penetrar. Faça com cuidado para não machucar o a haste que liga a folha ao caule da planta.

  1. Deixe o vaso com essa planta exposta ao sol durante 3 dias.

  1. Após, retire a folha coberta com o papel alumínio e retire também uma das folhas que esteve exposta ao sol.

 

*As etapas de 7 a 12 devem ser realizadas pelo professor.

 

  1. Coloque as folhas num béquer (ou recipiente de alumínio) com água e ferva-a durante 5 minutos, utilizando para isso a lamparina a álcool.

  1. Apague o fogo e retire a folha com a pinça.

  1. Coloque as folhas dentro do tubo de ensaio e acrescente álcool em quantidade suficiente para cobri-las.

  1. Acenda a lamparina, monte o tripé com a tela de amianto encima, coloque a lamparina acesa por baixo.

  1. Encha o béquer com água, coloque o tubo de ensaio com as folhas imersas em álcool dentro desse béquer.

  1. Coloque o béquer com o tubo e água sobre a tela de amianto para ferver em banho-maria o conteúdo do tubo durante alguns minutos ou até que o álcool se torne bem verde.

  1. Apague o fogo, retire as folhas do tubo com o auxílio de uma pinça e lave-as em água corrente.

  1. Distenda cada folha dentro de uma placa de Petri e cubra-a com lugol.

  1. Espere 1 a 2 minutos

  1. Retire cuidadosamente as folhas, com o auxílio de uma pinça, e coloque-as, separadamente, em papel toalha Observe a coloração delas.

 

Na falta da luz se faz necessário utilizar uma fonte alternativa de energia, que é a energia química liberada pela digestão de alimentos ou biomoléculas como o amido:

 

 

Energia da Luz

 

Fotossíntese:

 

CO2 + H2O → (CH2O) + O2

 

Energia Química

 

Respiração:

 

CH2O + O2 → CO2 + H2O

 

Digestão:

 

AMIDO → GLICOSE + ENERGIA

 

GLICOSE → CO2 + H2O + ENERGIA

 

 

* rendimento maior quando ocorre sob a luz solar. Ocorre também sob luz artificial, mas com menor rendimento. A absorção da luz solar é feita pela clorofila, biomolécula existente em vegetais verdes. Através do produto orgânico da fotossíntese a planta sintetiza outras biomoléculas, necessárias para o seu desenvolvimento e sobrevivência. O oxigênio é liberado para o ar atmosférico, podendo ser utilizado por outros seres vivos (aeróbicos).

 

Bibliografia:

 

Laboratório Básico Polivalente de Ciências para o Primeiro Grau, FENAME, Ministério de educação e Cultura, PREMEN/DEF, Rio de Janeiro, 1978.

Ciência Hoje da Criança - Revista de Divulgação Científica para Crianças, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Volume 54, p.20

CONTEÚDO: Reações Químicas em Processos Vitais

 

 

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