Aspectos Físicos e Químicos da Visão



 

 

 

TEMA : Interação entre os Componentes do Ambiente e Transformações  

 
 

CONTEÚDO : Características do Olho Humano - Defeitos de Visão 

 
 

CONCEITOS : Aspectos Físicos e Químicos da Visão

 

 

 

OBJETIVOS

Comparar a estrutura de um olho com a de uma câmara fotográfica, relacionando as funções de suas diferentes partes .

Apresentar os defeitos esféricos e cilíndricos possíveis de serem encontrados num olho e os meios de correção. Relação com conhecimentos básicos sobre lentes esféricas.

Deficiência na visão de cores : Daltonismo . 

ESTRUTURA DO OLHO HUMANO

A estrutura de um olho humano, uma esfera de cerca de 2,5 cm de diâmetro, está esquematizada na figura abaixo :

 

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O funcionamento de um olho pode ser comparado com o de uma máquina fotográfica, só que muito mais versátil e aperfeiçoado que esta . Assim , pode-se relacionar as funções desempenhadas pelas diferentes partes de uma câmara fotográfica e do olho, como visto na figura a seguir

 

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PARTE DA CÂMARA

 

PARTE DO OLHO

 

FUNÇÃO DESEMPE­NHADA

 

objetiva

 

 

cristalino + córnea

 

 

ajuste do foco da imagem

 

 

diafragma

 

 

íris / pupila

 

 

controle da quantidade de luz que entra no dispositivo

 

 

obturador

 

 

não há equivalente

 

 

controlar o tempo que a superfície sensível fica exposta à luz

 

 

filme

 

 

retina

 

 

superfície sensível à luz

 

 

 

 

 

O cristalino é um corpo de células epiteliais transparente e flexível, que fica atrás da íris, a parte colorida do olho. Funciona como uma lente , cujo formato pode ser ajustado pelos músculos ciliares, para enfocar objetos em diferentes distancias , num mecanismo chamado acomodação .

A imagem é formada invertida na retina, cabendo ao cérebro a tarefa de reinvertê-la à sua posição original .

A quantidade de luz que entra no olho é controlada pela pupila, uma abertura circular ajustável existente no centro da íris. A íris é um fino tecido muscular que determina a cor do olho, devido a presença de células pigmentadas denominadas melanócitos .

A retina, a camada do fundo do olho, constituí a membrana sensível à luz. Sua função é receber a luz e converte-la em impulsos nervoso, que são transformados em percepções visuais . Este trabalho é reali­zado em dois tipos de células receptoras visuais , os cones e os bastonetes. os bastonetes são mais utilizados na visão noturna pois requerem pouca luz para funcionar, mas não conseguem distinguir cores. As células responsáveis pela visão das cores são os cones . Há três tipos básicos de cones : uns são sensíveis ao azul, outros ao vermelho e outros ao verde . A estimulação combinada destes três tipos de receptores é capaz de reproduzir toda a gama de cores que um ser humano enxerga. A ausência de qualquer um destes tipos de cones resulta na doença conhecida como daltonismo ( em homenagem a John Dalton, químico inglês que sofria deste mal) , que é a cegueira a uma determinada cor . O daltonismo é , até o momento, uma doença sem cura ou prevenção . Até o momento sabe-se apenas que é pouco freqüente, de origem genética e que atinge principalmente os homens.

 

A transformação do impulso luminoso em impulso nervoso, e sua conexão com o cérebro, se dá por mecanismos até hoje longe de serem bem compreendidos. No início deste processo está a conversão de uma molécula deretinol, de uma forma isomérica para outra.

 

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DEFEITOS DE VI­SÃO


Os defeitos de visão mais comuns, felizmente relacio­nam-se com o meca­nismo de formação do foco da imagem , e não com a retina. A capacidade de focali­zação é determinada pelo cristalino, a lente do olho, mas também pala curvatura da córnea, a película transparente que recobre a íris, assim como da distancia correta do cristalino até a retina no fundo do olho.

Num olho maior que o normal a imagem é formada antes da retina , dando origem a miopia , que faz com que os objetos distantes fiquem fora de foco. Já num olho menor que o normal, a imagem será formada após a retina , dando origem ao defeito conhecido como hi­permetropioa, que faz com que os objetos próximos sejam visua­lizados fora de foco. A miopia e a hiperme­tropia são defeitos que podem ser relaciona­dos com a divergência entre a distância focal do sistema de lente esférica representada pelo cristalino e córnea e o comprimento do olho. Acredita-se que ambos os distúrbios envolvam uma ten­dência genética.

Após os 40 anos de idade , ocorre a diminuição da acuidade visual da pessoa, a presbiopia constitu­indo o que se conhece popularmente como “vista cansada”. Esta deficiência se manifesta na dificuldade de focalização dos objetos mais próximos. Isto ocorre devido à perda natural da elasticidade dos músculos cilia­res .

Outro defeito comum é o astigmatismo, que surge devido ao formato irregular da córnea. A córnea normal é curva como um vidro de relógio, o que lhe permite fazer convergir corretamente os raios luminosos na retina. Já o olho astigmático tem a córnea deformada, afastando-se do formato esférico regular, o que resulta na convergência incorreta dos raios luminosos na retina, resultando em visão turva a qualquer dis­tância . Este defeito é do tipo cilíndrico.

Os esquemas dos diferentes problemas , e suas respectivas correções por meio do uso de lentes ade­quadas, estão a seguir.

O diagnóstico exato de problemas de visão só devem ser feitos por um médico , mas alguns testes simples , realizados com textos e figuras padronizados podem possibilitar a detecção precoce e encaminha­mento ao especialista,

 

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Já o daltonismo , defeito genético raro incurável, que resulta geralmente na incapacidade de distin­guir entre vermelho e verde , pode ser detectado por desenhos coloridos especiais. Estes desenhos são feitos com pontos coloridos, onde há números ou figuras somente visíveis pelas pessoas capazes de distinguir entre estas duas cores.


CONCEITOS ENVOLVIDOS NA LEITURA DE UMA RECEITA DE ÓCULOS

Uma receita típica de óculos é ilustrada na figura a seguir .

 


 

 

 

Esférico

 

 

Cilíndrico

 

 

Eixo

 

 

Prisma

 

 

Base

 

 

D.P.

 

 

Para

 

 

O.D

 

 

- 5,00

 

 

-1,25

 

 

90o

 

 

 

52

 

 

Longe

 

 

O.E.

 

 

- 2,50

 

 

-1,75

 

 

100o

 

 

 

mm

 

 

Para

 

 

O.D.

 

 

 

 

 

 

 

 

Perto

 

 

O.E.

 

 

 

 

 

 

 

 

O que significa cada um dos campos da receita , e quais são as deficiências que esta pessoa tem?

Vamos primeiro definir o significado das abreviaturas empregadas :


O.D. - olho direito

O.E. - olho esquerdo

D.P. - distância entre os eixos dos olhos


As palavras esférico e cilíndrico referem-se ao tipo de lentes que a pessoa deve usar para corrigir suas deficiências visuais .


Qual é o significado dos números que aparecem na receita nas colunas esférico e cilíndrico ? Esses números indicam a convergência ( C ) ou vergência da lente, definida como o inverso da distância focal medida em metros.

Já o daltonismo , defeito genético raro incurável, que resulta geralmente na incapacidade de distin­guir entre vermelho e verde , pode ser detectado por desenhos coloridos especiais. Estes desenhos são feitos com pontos coloridos, onde há números ou figuras somente visíveis pelas pessoas capazes de distinguir entre estas duas cores.


CONCEITOS ENVOLVIDOS NA LEITURA DE UMA RECEITA DE ÓCULOS


Uma receita típica de óculos é ilustrada na figura a seguir .

 

 

 

 

Esférico

 

 

Cilíndrico

 

 

Eixo

 

 

Prisma

 

 

Base

 

 

D.P.

 

 

Para

 

 

O.D

 

 

- 5,00

 

 

-1,25

 

 

90o

 

 

 

52

 

 

Longe

 

 

O.E.

 

 

- 2,50

 

 

-1,75

 

 

100o

 

 

 

mm

 

 

Para

 

 

O.D.

 

 

 

 

 

 

 

 

Perto

 

 

O.E.

 

 

 

 

 

 

 

 

O que significa cada um dos campos da receita , e quais são as deficiências que esta pessoa tem?


Vamos primeiro definir o significado das abreviaturas empregadas :

 

O.D. - olho direito

O.E. - olho esquerdo

D.P. - distância entre os eixos dos olhos

As palavras esférico e cilíndrico referem-se ao tipo de lentes que a pessoa deve usar para corrigir suas deficiências visuais .


Qual é o significado dos números que aparecem na receita nas colunas esférico e cilíndrico ? Esses números indicam a convergência ( C ) ou vergência da lente, definida como o inverso da distância focal medida em metros.

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A unidade da convergência é denominada dioptria ( di ) e é conhecida , usualmente , como grau da lente . Por convenção , lentes convergentes tem sinal ( + ) , e lentes divergentes têm sinal ( - ) .

Agora estamos em condições de interpretar esta receita . Pelos dados desta receita , o paciente en­xerga normalmente de perto, pois nada foi prescrito nas duas linhas inferiores, que se referem à lentes para perto . Esta pessoa não sofre de presbiopia .

 

 

 

 

 

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