Colorado Smith e o templo solar

Smith e Brunnhilde haviam penetrado no santuário interno do templo solar de Psitakósis IV, superando diversos obstáculos menores no caminho, tais como o poço da Chama Eterna, o cabuloso corredor do Crocodilo e o vale das Violentas Víboras Venenosas. Agora, arfando um pouco pelo esforço, eles estavam nos limites da praça do templo— um arranjo quadrado de 64 lajotas, das quais quatro estavam decoradas com um disco solar dourado. Atrás deles, a única entrada havia sido fechada por um disco brilhante de ouro sólido que tinha o peso de uma dúzia de elefantes.

Mas isso já era esperado. Como disse Smith:

— Basta pensarmos num jeito de sair daqui.

 

Pela primeira vez, Brunnhilde não se sentiu inteiramente tranquila com isso. Talvez fosse culpa do terremoto e das nuvens de poeira que espessavam o ar ao redor deles. Ou seria o estrondo da água que se aproximava? O tapete de escorpiões no chão, surgindo das rachaduras entre as pedras? Ou apenas as lanças em todas as paredes, que agora mesmo se fechavam sobre eles?

— O que temos que fazer desta vez?- perguntou Brunnhilde, que, depois de ter se visto tantas vezes nessa situação, já sabia o roteiro de cor.

— Segundo o papiro perdido de Bentnosy, devemos escolher quatro regiões conectadas não sobrepostas, cada uma composta de 16 lajotas, de modo que cada região contenha uma lajota com um disco solar — respondeu Smith. — Então a saída secreta se abrirá e poderemos entrar na câmara do tesouro ao lado, que contém aqueles baús cheios de diamantes e esmeraldas sobre os quais contei a você. Dali, basta atravessarmos a Labirinto subterrâneo que leva ao...

— Isso parece bastante fácil — disse Brunnhilde, esboçando rapidamente uma solução. Ela reparou no olhar de Smith. — Mas qual é o porém, Smith?

 

— Bem... segundo uma inscrição obscura dos Papiros de Oxirrinco de Djamm-Ta’art, que é um comentário do período tardio sobre o papiro de Bentnosy, todas as quatro regiões devem ter a mesma forma.

—Ah. Assim fica mais difícil.

Brunnhilde abriu um sorriso esperançoso e rasgou seu esboço.

— Imagino que a resposta esteja no papiro de Bentnosy?

— Aparentemente não — disse Smith. — Também não está no papiro, nem na frente nem no verso.

— Ah. Bom, você acha que vamos conseguir encontrar a resposta antes que aquele bloco de granito nos achate até ficarmos da espessura de uma folha de ouro?

— Qual bloco de granito?

— O que está sobre as nossas cabeças, pendurado por cordas em chamas.

— Ah, esse bloco de granito. Estranho, Bentnosy não comentou nada a respeito.

Ajude Smith e Brunnhilde a escaparem dessa difícil enrascada.

 

                                                                                                                                                                                                                          RESPOSTA

Referência: Stewart, I- "Incríveis passatempos matemáticos".

 

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